torres de resfriamento echowater

Outra aplicação largamente utilizada para a água é o resfriamento de processos, através de recirculação da mesma em sistemas semi-abertos e remoção final do calor em torres de resfriamento. Observamos estes circuitos nos mais variados segmentos, entre os quais enumeramos: operações de siderurgia, metalurgia e fundição; resfriamento de reatores, compressores e equipamentos de refrigeração, incluindo instalações de ar condicionado e frio alimentar; condensação de vapores e resfriamento em usinas termelétricas e nucleares, entre muitos outros.

Nestes sistemas, grande parte do calor é removido por evaporação da água, o que também causa aumento de concentração de sais e outros materiais indesejáveis, tal como ocorre nas caldeiras. A corrosão, como é de se esperar, também é um problema sempre presente neste processo. Por fim, devido às temperaturas relativamente amenas que encontramos na água de resfriamento, temos um terceiro inconveniente bastante indesejável: o crescimento microbiológico, sobretudo de certas classes de organismos tais como algas, bactérias e fungos.

Para minimizarmos os problemas com incrustações, além do uso de água com boa qualidade e um controle das descargas, pratica-se a dosagem de dispersantes de sais íons metálicos, principalmente cálcio emagnésio. A corrosão em sistemas de resfriamento é normalmente combatida através da aplicação de inibidores de corrosão, responsáveis pelo bloqueio das reações químicas que a promovem e/ou através da formação de filmes protetivos sobre a superfície do metal.

Para se controlar o desenvolvimento microbiológico, é comum o uso de agentes denominados biocidas, capazes de eliminar os microrganismos presentes no circuito, através de mecanismos específicos. Em sistemas com alta tendência à infestação, recomenda-se ainda a dosagem dos chamados biodispersantes, substâncias capazes de penetrar e dissolver a camada mucilaginosa que alguns organismos produzem, efeito este altamente indesejável quando ocorre de forma aderida às superfícies de troca térmica, compondo o chamado “slime” ou “biofouling”.

Lembramos ainda que algumas espécies particulares de bactérias são causadoras diretas de corrosão (elas praticamente “comem” o ferro), tais como as bactérias anaeróbias redutoras de sulfato.